Santander patrocina a II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, na Cinemateca, em São Paulo

Pelo segundo ano consecutivo, o Santander é o patrocinador da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, em São Paulo, de 8 a 17 de agosto. Realizada pela Cinemateca Brasileira, a mostra tem como diferencial a projeção exclusiva de 29 filmes silenciosos do início do século XX, acompanhados por música ao vivo. Além da exibição de clássicos raros de grandes cineastas que influenciaram gerações – como F.W. Murnau, King Vidor, Yasujiro Ozu, Kenji Mizoguchi, Mário Peixoto e Humberto Mauro –, estudiosos e especialistas comandam palestras e mesas-redondas sobre temas ligados ao cinema. A entrada é franca.

Com curadoria musical assinada pelo compositor Lívio Tragtenberg, os filmes terão trilhas compostas ou arranjadas especialmente para as projeções, em 35 mm. Cada músico recebeu uma cópia das películas um mês antes da abertura da mostra, a fim de preparar seu repertório, transformando cada exibição em um evento musical único. Ao todo serão 22 músicos e 5 grupos com as mais diferentes influencias – erudita, eletrônica, punk rock e clássica japonesa – se revezando.

Entre os destaques da programação da II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, estão clássicos japoneses das décadas de 1920 e 1930, em homenagem ao centenário da imigração nipônica, cedidos pelo Museu Nacional de Arte Moderna/Centro Nacional de Cinema de Tóquio, além de curtas-metragens dos célebres diretores Yasugiro Ozu e Kenji Mizoguchi e produções precursoras do Anime – nome dado às clássicas animações japonesas.

Também em destaque, os filmes comentados por membros do extinto Chaplin-Club, criado no Rio de Janeiro em 1928. Entre as produções, Aurora (Sunrise, 1927, EUA), de F.W. Murnau, A Pecadora Sem Mácula (The Woman Disputed, 1928, EUA), de Henry King e Sam Taylor, O Grande Desfile (The Big Parade, 1925, EUA), de King Vidor, e Limite (1931, Brasil), de Mário Peixoto.

Convidado especial e responsável por uma seleção de clássicos na mostra, o historiador italiano Paolo Cherchi Usai, diretor da National Film and Sound Archive da Austrália, comandará uma conferência sobre a Nova História do Cinema.

A outra novidade é que essa edição do evento inaugurará duas sessões fixas, que seguirão na programação dos próximos anos: Gionate del Cinema Muto – maior festival do mundo dedicado ao tema –, cujos filmes foram selecionados por seu presidente Livio Jacob; e Produções Latino-americanas, que este ano, receberá longas da Filmoteca da Universidade Autônoma do México.

Em 2007, a primeira edição da II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso teve um público de quase cinco mil pessoas na cidade de São Paulo. Em seguida, passou por Porto Alegre e Recife em edições menores. Devido ao sucesso, a mostra entrou para o calendário de eventos da cidade de São Paulo e sua terceira edição, em 2009, já está em preparação pela Cinemateca Brasileira.

 A II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso é fruto da parceria com diversos órgãos filiados à FIAF – Federação Internacional de Arquivos de Filmes e segue uma tendência mundial de festivais de cinema mudo consagrados em outros países.

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