Santander patrocina a II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, na Cinemateca, em São Paulo

Quarta-feira, 30 Julho, 2008

Pelo segundo ano consecutivo, o Santander é o patrocinador da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, em São Paulo, de 8 a 17 de agosto. Realizada pela Cinemateca Brasileira, a mostra tem como diferencial a projeção exclusiva de 29 filmes silenciosos do início do século XX, acompanhados por música ao vivo. Além da exibição de clássicos raros de grandes cineastas que influenciaram gerações – como F.W. Murnau, King Vidor, Yasujiro Ozu, Kenji Mizoguchi, Mário Peixoto e Humberto Mauro –, estudiosos e especialistas comandam palestras e mesas-redondas sobre temas ligados ao cinema. A entrada é franca.

Com curadoria musical assinada pelo compositor Lívio Tragtenberg, os filmes terão trilhas compostas ou arranjadas especialmente para as projeções, em 35 mm. Cada músico recebeu uma cópia das películas um mês antes da abertura da mostra, a fim de preparar seu repertório, transformando cada exibição em um evento musical único. Ao todo serão 22 músicos e 5 grupos com as mais diferentes influencias – erudita, eletrônica, punk rock e clássica japonesa – se revezando.

Entre os destaques da programação da II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, estão clássicos japoneses das décadas de 1920 e 1930, em homenagem ao centenário da imigração nipônica, cedidos pelo Museu Nacional de Arte Moderna/Centro Nacional de Cinema de Tóquio, além de curtas-metragens dos célebres diretores Yasugiro Ozu e Kenji Mizoguchi e produções precursoras do Anime – nome dado às clássicas animações japonesas.

Também em destaque, os filmes comentados por membros do extinto Chaplin-Club, criado no Rio de Janeiro em 1928. Entre as produções, Aurora (Sunrise, 1927, EUA), de F.W. Murnau, A Pecadora Sem Mácula (The Woman Disputed, 1928, EUA), de Henry King e Sam Taylor, O Grande Desfile (The Big Parade, 1925, EUA), de King Vidor, e Limite (1931, Brasil), de Mário Peixoto.

Convidado especial e responsável por uma seleção de clássicos na mostra, o historiador italiano Paolo Cherchi Usai, diretor da National Film and Sound Archive da Austrália, comandará uma conferência sobre a Nova História do Cinema.

A outra novidade é que essa edição do evento inaugurará duas sessões fixas, que seguirão na programação dos próximos anos: Gionate del Cinema Muto – maior festival do mundo dedicado ao tema –, cujos filmes foram selecionados por seu presidente Livio Jacob; e Produções Latino-americanas, que este ano, receberá longas da Filmoteca da Universidade Autônoma do México.

Em 2007, a primeira edição da II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso teve um público de quase cinco mil pessoas na cidade de São Paulo. Em seguida, passou por Porto Alegre e Recife em edições menores. Devido ao sucesso, a mostra entrou para o calendário de eventos da cidade de São Paulo e sua terceira edição, em 2009, já está em preparação pela Cinemateca Brasileira.

 A II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso é fruto da parceria com diversos órgãos filiados à FIAF – Federação Internacional de Arquivos de Filmes e segue uma tendência mundial de festivais de cinema mudo consagrados em outros países.


12º Festival da Cultura Judaica

Sexta-Feira, 25 Julho, 2008

Como já é tradição, o Centro da Cultura Judaica apresenta, em parceria com A Hebraica, uma programação especial para o 12º Festival de Cinema Judaico de São Paulo, que ocorre entre os dias 5 e 10 de agosto em São Paulo.  Neste ano, a mostra terá como tema os 60 anos de Israel e será dividido em quatro mostras temáticas: Ficção, Documentário, Israel 60 e Pré-Estréias Nacionais.

Abrindo a programação no dia 5, o Centro da Cultura Judaica exibe dois filmes com a presença de seus diretores: o curta-metragem “Varenick com Vatapá”, de Marcelo Szykman, e a pré-estréia nacional do longa “O Rochedo e a Estrela”, de Kátia Mesel, que propõe uma reflexão sobre a interferência dos judeus na formação étnica e cultural de Pernambuco a partir do século XVII. Já no dia 8 de, o destaque é para a exibição do documentário “Judeus Esquecidos”, que contará com a presença da diretora Gabriela Bohm.

O 12º Festival de Cinema Judaico de São Paulo traz ao Brasil produções recém premiadas em importantes eventos cinematográficos mundiais como o Oscar e o Festival de Cinema de Berlim. Um dos destaques é “Lemon Tree”, de Eran Riklis, mesmo diretor de “A Noiva Síria”, escolhido melhor filme pelo júri popular no Festival de Berlim deste ano. Riklis vem ao Brasil e estará no Centro da Cultura Judaica na quarta-feira, dia 6, às 21 horas, para a pré-estréia nacional do filme. 

Integram ainda a programação do festival “Conhecimento é só o Início” e “O Pequeno Traidor”, eleitos como melhores filmes pelo público durante a 1ª Mostra Audiovisual Israelense realizado pelo CCJ. Confira abaixo a grade com a programação do 12º Festival de Cinema Judaico de São Paulo no Centro da Cultura Judaica e confirma a programação completa nas demais salas no site http://www.fcjsp.com.br/

As exibições do Centro da Cultura Judaica ocorrem no Teatro (300 lugares, sujeito à lotação do espaço). A programação tem entrada gratuita, mas quem quiser contribuir com o Departamento Sócio-Cultural do CCJ, pode trocar o ingresso por um quilo de alimento não perecível a ser doado ao Programa Ajuda Alimentando, mantido pela instituição. Os ingressos são limitados a 2 por pessoa e devem ser retirados a partir das 14 horas na Bilheteria.

O Centro da Cultura Judaica está localizado à Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do metrô Sumaré. Informações pelo telefone (11) 3065.4333 ou no site www.culturajudaica.org.br.


Veja os Watchmen!

Quinta-feira, 17 Julho, 2008

Primeiro, você viu as fotos dos personagens. Agora, o primeiro trailer de Watchmen chega à Internet – e, a partir do dia 25, nos cinemas com Batman – O Cavaleiro das Trevas. Clique no Dr. Manhattan para ver em vários formatos, ou clique aqui com o botão direito do mouse para salvar em HD bem bacana.

O Blue Man Group de um homem só, o Dr. Manhattan

O Blue Man Group de um homem só, o Dr. Manhattan


Tom Hanks em entrevista inédita

Segunda-feira, 7 Julho, 2008

Você diria que ‘Charlie Wilson’s War’ é um filme político?

 

TH – Bem, a maioria dos filmes políticos são designados para passar uma lição, para comunicar a opinião do diretor à respeito de determinado assunto. Eu não estou necessariamente interessado nisso. Eu adoro ver filmes que examinam os problemas e levam em conta o lado humano durante uma luta. Mas eu não preciso do filme de alguém para me dizer a verdade sobre o que está acontecendo.

 

Muitos diretores acham que é um pouco cedo para fazer um filme sobre esta guerra…

 

TH – Nós estamos indo para o quinto ano de guerra com o Iraque. Eu não acho que seja possível fazer um filme sobre a guerra por enquanto, por isso falo de um documentário. As pessoas escalam seus atores e diretores, vão para Marrakech ou para Death Valley, e isso não faz com que o que eles filmem seja mais verdadeiro do que digitar ‘combate de guerra’ no google ou no youtube, entende?

 

Você sente que a televisão americana tem sido negligente quanto as reportagens à respeito da guerra?

 

TH – Se sim, bem, eu sinto vergonha pela televisão americana. Você tem milhares de corpos mortos voltando para casa e destruindo a credibilidade da nação, então eu entendo que eles não tem de mostrar isso, mas, eu também tenho a impressão que o trabalho da mídia é nos contar a verdade.

 

O verdadeiro Charlie Wilson estava presente no set de filmagens?

 

TH – Sim, ele estava lá. Eu não tenho certeza se Lee veio antes de Aaron Sorkin ter entregue o filme, mas Charlie veio e disse ‘Eu não me importo com o que vocês falem de mim, eu fiz isso tudo, de qualquer maneira!’.

 

O que ele está fazendo agora?

 

TH – Eu acho que ele acabou de receber um transplante de coração. Ele está afastado agora. Ele era um lobista do Paquistão e recentemente ele tem de lidar com pessoas perguntando “como é ter o Tom Hanks fazendo um filme sobre você?”.

 

Então você sente que Charlie Wilson é realmente um cara importante?

 

TH – Sim.

 

Algum outro diretor além do escolhido Mike Nichols, apresentou interesse em rodar o filme?

 

TH – Existiram outros sim, para ser franco.

 

Você acha que é uma tragédia o fato dos Estados Unidos não aprender nada com esta situação?

 

TH – Sim. Nós não sabemos qual é a diferença entre os grupos terroristas. Não sabemos qual acredita no que exatamente. Nós somos uma nação ignorante na América, e isso só mudará quando nos educarmos e finalmente aprendermos algumas coisas.

 

Como foi filmar a cena do campo de refugiados?

 

TH – Horrivelmente doloroso, de partir mesmo o coração. Eu perguntei a Charlie sobre isso e ele disse que não conseguia lidar com o que viu, as crianças.

 

Novamente Charlie Wilson é um personagem de bom moço. Você pretende interpretar um vilão novamente em breve?

 

TH – Eu estou numa posição interessante porque francamente, eu coopero. Eu tento fazer-me rir, contar à você algumas histórias. Eu sempre sou um bom cara! Agora mesmo, eu estou interpretando um homem que transa com todas as garotas que pode, vai para a cama bêbado todas as noites, cheira cocaína sempre que pode, e você ainda assim dirá que eu sou um bom rapaz!

 

Você tem uma página no MySpace. É você mesmo quem atualiza?

 

TH – Sim, eu faço aquele site. Não atualizo sempre, mas quando isso acontece, sim, sou eu quem o faz.


Filme “Vingança” é finalista do Festival de Gramado

Segunda-feira, 7 Julho, 2008

O filme Vingança, protagonizado por Erom Cordeiro, Bárbara Borges, Márcio Kieling, Guta Stresser e José de Abreu, é finalista do 36º Festival de Cinema de Gramado. O longa narra a história de uma jovem que é violentada em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul. Segredos e verdades vêm à tona e uma tragédia parece inevitável. O filme é uma produção da Pax Filmes em co-produção com a RioFilme. A Pax, de Alceu Passos e Paulo Pons, foi recentemente eleita pela Revista Vogue RG como uma das “dez excelentes produtoras de cinema” no Brasil.

Com orçamento muito baixo comparado às demais produções – cerca de R$ 80 mil, “Vingança” disputa com outras cinco produções a categoria de melhor longa-metragem nacional. O festival acontece de 10 a 16 de agosto, em Gramado.


LATC e Festival do Rio lançam o I Concurso Latino-Americano de Projetos de Longa-Metragem

Segunda-feira, 7 Julho, 2008

O Festival do Rio e a LATC – empresa focada na formação de profissionais e assessoria técnica e jurídica para a indústria audiovisual, presidida por Steve Solot – se unem para lançar em conjunto o I Concurso Latino-Americano de Projetos de Longa-Metragem, voltado para roteiros originais. Para participar, o projeto deve ser inédito e ter uma produtora associada com pelo menos um longa-metragem no currículo. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 4 de julho e podem ser feitas pelo site  www.riomarket.com.br/concursoprojetos2008.

Serão aceitos até 150 projetos, a partir da ordem de chegada da inscrição. Os roteiros não podem ser adaptados e nem podem ter sido negociados, vendidos ou pré-vendidos. Devem ter entre 80 e 130 páginas e o orçamento total do projeto não pode exceder US$ 3 milhões. Após um processo de seleção, dez projetos participarão de um pitch para uma comissão formada por profissionais do mercado brasileiro e internacional no dia 3 de outubro, no qual serão selecionados dois projetos vencedores. O evento ocorrerá como parte da programação do Festival do Rio, que acontece entre 25 de setembro e 9 de outubro.

Os dois vencedores serão anunciados durante o próprio Festival do Rio. O primeiro lugar receberá uma viagem para a Espanha (com direito a passagem e hospedagem) para visitar produtoras locais que possam ter interesse em co-produzir o roteiro. Esse prêmio é patrocinado pela Fundación para la Investigación del Audiovisual de Valencia, Espanha. O segundo lugar receberá o prêmio de US$ 8 mil, oferecido pela Escola de Comunicação da Universidade de Miami, Estados Unidos.

– Queremos levantar novos talentos dentro do mercado latino-americano – explica Solot. – E fazer a aproximação entre as produtoras e possíveis co-produtores, distribuidores e patrocinadores internacionais. A produção latino-americana pode e deve encontrar diálogo com parceiros estrangeiros.

LATC

O Latin American Training Center (LATC) atua na área de formação de profissionais e assessoria técnica e jurídica. Sediada no Rio de Janeiro,  trabalha em parceria com universidades, instituições de ensino, escritórios de advocacia, entidades governamentais de países da América Latina, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Seu presidente, Steve Solot, é ex-vice-presidente para América Latina da Motion Pictures Association (MPA). A LATC é afiliada a Associação Internacional de Escolas de Cinema e Televisão, a CILECT.  www.latamtrainingcenter.com